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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

UM IRMÃO PEDE A PALAVRA!

“As palavras nunca ofendem... o que ofende é o tom com que elas são ditas”.

Palavra – Entende-se por palavra, em Maçonaria, a expressão de uma idéia e o conjunto de sinais que esta representa, graficamente.

O pensamento pode ser transmitido pela palavra oral e pela palavra escrita. Para a comunicação o homem pode utilizar também a mímica e os sinais.As nossas palavras, indiferentemente da sua origem, possuem um poder construtivo ou destrutivo sobre o nosso ser, o nosso caráter, a nossa vida e as nossas relações; as palavras positivas detêm um poder construtivo e as negativas, destrutivo; as primeiras unem e atraem; as segundas, desunem e afastam. 


É, pois, essencialmente importante que escolhamos com cuidado o que pensamos e dizemos. Disse Benjamin Franklin: ”O homem que não sabe expressar seus pensamentos está no mesmo nível daquele que não sabe pensar”.

Afirmar o Bem, negar o Mal; afirmar a Verdade, negar o Erro; afirmar a Realidade, negar a Ilusão; devolver bem por mal, eis aqui, o uso construtivo da Palavra.

Em Maçonaria a palavra é empregada não só para a expressão do pensamento, mas também como forma de reconhecimento dos maçons entre si, bem como para provar a sua regularidade ou o grau em que se encontram.

Do mesmo modo com que o toque serve para expressar o grau de esforço do maçom em penetrar na essência profunda das coisas ao invés de limitar-se à superfície das mesmas, também, a Palavra demonstra o seu ato de fé e a atitude interior de sua consciência.

Poucos, bem pouco mesmo, são os IIr.’. que sabem fazer da palavra um uso correto. Em si ela é bem simples, mas as distorções existentes e o seu uso indevido a vem tornando tão complexa a ponto de tornar-se uma verdadeira arte. 


Não há ciência no seu manejo; apenas raciocínio e bom senso. Há Irmãos que usam a palavra com maestria, porque seus discursos são persuasivos, poderosos, cheios de energia e sentimentos, de eloqüência simples, despretensiosa. Desenvolvem esta energia natural pelo estudo mais árduo, pelo pensamento e pela prática. Atraem e mantêm presa a atenção. Quando falam, os Irmãos escutam.

Ocorre, entretanto, que nem sempre se observam esses elementos na “Palavra”. “Calar-se, quando é preciso falar, e falar, quando é preciso calar-se”. O mais usual é esquecermos que “o silêncio é de ouro e o falar é de prata”. O que se nota é o falar por falar ou falar mais do que se deve ou sem o necessário raciocínio. Preferível seria ouvir o vento, mas nunca aos que falam demasiadamente.

É necessário que sejamos práticos e objetivos no manejo da palavra, procurando dizer exata e adequadamente o que pensamos e utilizando-a exclusivamente a serviço do nosso próprio progresso em particular e dos IIr.’. em geral.

O pedido da palavra - Normalmente, os Irmãos das Colunas pedem a palavra da seguinte maneira: o Obreiro batendo uma palma e ficando de pé e à ordem, posição em que aguardará autorização para falar. Ao Vig.’. da Col.’. compete comunicar o pedido ao Venerável. Autorizado, o Vig.’. concede a Palavra e somente apos deve o Obr.’. falar. Os VVig.’.pedem a Palavra com um golpe de Malh.’., que lhes será concedida da mesma forma. 


A Palavra é concedida em seqüência: primeiro na Col.’. do Sul, incluindo o G.’.T.’., depois na Col.’. do Norte e, finalmente, no Oriente. A Palavra não poderá retornar, salvo por deferência especial do Ven.’., ou a pedido do Orador para esclarecimento de dúvida. Nesse caso, a Palavra circulará novamente, voltando para a Col.’. do Sul. 


A palavra deve ser usada obedecendo-se as disposições legais... Quando vários Irmãos pedirem a palavra, ao mesmo tempo, o Vig.’., não podendo utilizar um critério ordenado de procedimento, solicitará que os pedidos sejam feitos um de cada vez, para que não sejam tumultuados os Trabalhos.

Palavra Semestral – Esta palavra serve para abonar a atividade entre os Maçons da mesma Obediência. É estabelecida pela Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil – C.M.S.B – que comunica a todas as Grandes Lojas Brasileiras (e somente a elas) sendo transmitida aos Veneráveis Mestres das Lojas Jurisdicionadas, de forma confidencial e cryptografada conforme estabelecido nas legislações.

Ela é uniforme para todas as Lojas Regulares Jurisdicionadas às Grandes Lojas e renovadas semestralmente, e não pode ser transmitida por escrito aos Obreiros. A Prancha que a comunica deve ser incinerada na Pira na presença de todos.

A Palavra Semestral é transmitida somente aos Irmãos do Quadro da Loja em Cadeia de União, ocasião em que se deve cobrir o Templo aos Irmãos visitantes quando de sua transmissão.

Os Irmãos faltosos devem solicitar a Palavra Semestral ao Venerável Mestre, a qual, no caso de serem muitos deve ser dada em nova Cadeia de União ou excepcionalmente ele a dará em Loja no ouvido do Obreiro. Somente o Ven.’.M.’. poderá comunicar a Palavra Semestral a um Obreiro.

Palavra por uma Questão de Ordem – É a Palavra que se pede para ponderar sobre preterição de formalidades ou suscitar dúvidas sobre interpretação da Constituição ou Regulamento Geral, para dirigir comunicação ou pedir esclarecimentos sobre a matéria em debate.

Neste caso a Palavra é pedida com as mesmas formalidades já citadas, somente o Venerável Mestre poderá concedê-la, não podendo o Obreiro falar mais de uma vez e no máximo por 3 (três) minutos.


Palavra entre Colunas – A Palavra entre Colunas poderá ser concedida pelo Venerável Mestre desde que solicitada com antecedência (antes do início dos trabalhos) sendo obrigatoriamente necessário levar ao conhecimento do Ven.’. M.’. o assunto que será tratado.

A Pal.’. entre CCol.’.poderá ser solicitada por Obr.’.que quiser prestar algum esclarecimento de assuntos GRAVES ou protestos a fazer não desejando ser interrompido por apartes.

Só o Venerável poderá autorizar o Obreiro a descarregar o Sinal e falar à vontade; nesse caso, o Irmão deverá manter uma postura correta, como cruzar as mãos às costas, ou sobre o Avental, não se admitindo posturas relaxadas e displicentes, mas admitindo-se, evidentemente, a gesticulação, que, muitas vezes, dá mais ênfase à oratória.

Os Irmãos com assento no Oriente têm o direito de falar sentados e só ficarão em pé se o desejarem, como uma deferência aos demais Irmãos. É conveniente lembrar que só têm assento no Oriente as Dignidades do Simbolismo, visitantes distintos, Mestres Instalados e os portadores de cargos cujos lugares sejam no Oriente: Orador, Secretário, 1° Diácono, Porta-Bandeira, Porta-Estandarte e Porta-Espada, no Rito Escocês. 


Enquanto a Palavra não for assumida pelo último que tem direito a falar na ordem seqüencial: O V.’.M.’., o Delegado Distrital / Regional aos quais a Loja pertencer, o Grão-mestre Adjunto ou o Sereníssimo Grão-mestre, a Palavra poderá ser solicitada por qualquer Irmão que tenham direito de tomar assento no Oriente.

Palavra de Passe - É a que se pronuncia ao darem-se os Toques e os Sinais de reconhecimento em todos os Graus. É a única que pode autorizar a entrada nos TT.’.Maçônicos, sendo necessário, além disso, para tomar parte nos Trabalhos Maçônicos, possuir condições necessárias para dar a palavra. Os Aprendizes do R.E.A.A. não têm Palavra de Passe.

A Palavra Sagrada - É uma palavra peculiar a cada Grau e que deve ser dita baixinho ao ouvido, como num sopro, e com muita precaução. Esta palavra não se pronuncia, ela é apenas soletrada, porque o Apr.’. não sabe ainda nem ler nem escrever, sabe apenas soletrar, pois que, vindo do mundo profano, isto é, simbolicamente, do lugar das trevas, receberá na Maç.’. a Luz, ou seja, o Conhecimento das coisas maçônicas.

Conhecer o significado da Palavra Sagrada é conhecer a lei do absoluto. Os adeptos não chegam a este conhecimento a não ser quando compreendem todo o alcance da palavra cristã: Que seja santificado o Teu nome.

Palavra na Ordem do Dia – Obedece as mesmas formalidades e só poderá ser usada por 5 (cinco) minutos, prorrogados a critério do V.’. M.’. por mais 3 (três) minutos, sendo que ninguém poderá falar mais de uma vez, sobre a matéria em debate, exceto os autores das propostas, os relatores das Comissões e Orador nos casos em que se fizerem necessários esclarecimentos.

O Obreiro que manifestar o desejo de falar contrariando disposição regulamentar, depois de advertido será convidado pelo Venerável Mestre a silenciar. Se apesar dessa advertência ele insistir em falar o Venerável Mestre mandá-lo-á cobrir o Templo.

O Obreiro que estiver com a Palavra não pode: I) Desviar-se da questão em debate;

II) Falar sobre matéria vencida; III) Usar linguagem imprópria; IV) Ultrapassar o tempo que tem direito; V ) Fazer ataques pessoais; VI) Deixar de atender as advertências do Venerável Mestre.

Aparte só pode ser feito com a permissão de quem está com a Palavra, e se concedido deve ser objetivo, não podendo ultrapassar a 1 (um) minuto, que será deduzido do tempo que é permitido aquele que o concedeu. No encaminhamento das votações e nas conclusões do Orador não são permitidos apartes.

A Palavra a bem da Ordem (ou do Ato) em Geral e do Quadro em Particular - como o próprio nome diz a Palavra aqui só deve ser usada para comunicar assuntos de interesse geral da Ordem e também da Loja (sem discussões ou diálogos). 


Devemos entender como tais tudo o que represente um tento ou saldo positivo a favor do progresso da Ordem e da Loja. O Obreiro que fizer uso da palavra deve fazê-lo estando de pé e à Ordem, excetuando-se os casos previstos no Regulamento, no momento oportuno, com sentimento, clareza e eloqüência.

Há Irmãos que abordam temas incabíveis, narrando assuntos não relevantes, situações alheias ou com exageros verbais (haverá maior prova de fraqueza do homem que a multiciplicidade de suas palavras?) que não condizem com o momento e a Sessão.

Devem, portanto, ser riscadas de qualquer discurso palavras triviais e grosseiras, palavrórios inúteis ou discussões inflamadas e despidas de qualquer altruísmo.

Só devem ser tratados, pelo Maçom assuntos que conheça bem, depois de tê-los aprofundados devidamente. As palavras devem estar em perfeita harmonia com os mais elevados anseios de quem as profere. Caso contrário é preferível calar e escutar. Se aquilo que se vai falar não é mais belo que o silêncio, então não fale.

Concluindo - Que cada Maçom possa levar idéias e projetos aos seios de suas Lojas. Não fiquemos esperando que só o Venerável Mestre ou membros da Administração o façam. Vamos de forma responsável, discutir a nossa Ordem e a Sociedade onde ela e nós estamos inseridos – que tenhamos projetos e que possamos acreditar em nossa capacidade em realizá-los.

Que nenhuma porta se abra a palavras sem amor. Colhe e guarda minhas palavras.
Antonio Ivan Silva Junior

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